De 4 de setembro de 2025 a 1º de fevereiro de 2026, o MASP apresenta a exposição Histórias da ecologia, que ocupa todos os andares do Edifício Lina Bo Bardi, na Avenida Paulista. São mais de 200 obras de artistas, ativistas e movimentos sociais de 28 países, reunindo perspectivas indígenas, afrodiaspóricas, urbanas e rurais sobre como habitamos o planeta em tempos de crise climática.
Neste guia, você encontra tudo o que precisa saber para visitar a mostra: temas, obras em destaque, informações práticas e dicas para aproveitar sua ida ao MASP.
Núcleos da exposição Histórias da ecologia MASP
A exposição Histórias da ecologia MASP faz parte do ciclo anual de grandes mostras temáticas do museu. Aqui, ecologia não é tratada apenas como natureza ou meio ambiente, mas como rede de relações entre seres humanos e mais-que-humanos: plantas, rios, animais, florestas, fungos, minerais e montanhas.

A curadoria, assinada por André Mesquita e Isabella Rjeille, propõe uma reflexão crítica sobre a crise climática atual e seus vínculos com desigualdades sociais, coloniais e de gênero.
A mostra está dividida em cinco núcleos temáticos, que permitem compreender diferentes camadas do debate ecológico:
Teia da vida
Explora as conexões entre seres vivos e territórios. No vídeo The Political Life of Plants (2021), o artista Zheng Bo caminha por uma floresta de faias na Alemanha ao lado de cientistas que pesquisam biodiversidade e genética das plantas. O trabalho mostra como ciência e arte se encontram para pensar as relações entre humanos e o mundo vegetal.

Geografias do tempo
Reúne olhares indígenas, afrodiaspóricos e urbanos sobre a passagem do tempo.
- Em Calendário (2024), o artista colombiano Aycoobo, do povo nonuya-muinane, apresenta um sistema de marcação temporal cíclico inspirado nas transformações da Amazônia.
- Em Passage of Time Study (2018), a brasileira Ana Amorim cria registros diários do tempo urbano, desenhando mapas de sua rotina durante um mês.

Vir-a-ser
Investiga transformações simbólicas e espirituais entre humanos e mais-que-humanos.
- A série Tentativas de criar asas, de Rosana Paulino, traz figuras femininas que rompem casulos e ganham asas, em permanente metamorfose.
- Já em Corpoflor, Castiel Vitorino Brasileiro mistura corpo humano e natureza em retratos que desafiam categorias de gênero e identidade.

Territórios, migrações e fronteiras
Trata de deslocamentos forçados e crises climáticas. Em Refugee Astronaut XI (2024), Yinka Shonibare apresenta astronautas nômades vestidos com tecidos de inspiração africana. Essas figuras simbolizam populações em movimento, expulsas de seus territórios por guerras, ecocídios e desastres ambientais.

Habitar o clima
Reúne obras sobre ocupação de cidades e campos em meio às mudanças climáticas. A instalação inédita Descida da terra/trabalho das águas (2025), de Cristina T. Ribas, reflete sobre as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2023 e 2024, redesenhando a geografia de rios e lagos.

Por que visitar a exposição Histórias da ecologia MASP?
Além de trazer obras inéditas no Brasil, a exposição Histórias da ecologia MASP propõe reflexões atuais sobre clima, sociedade e modos de viver em comunidade.
Visitar a mostra é também uma chance de explorar o MASP por inteiro, já que a exposição ocupa todos os andares do prédio. Para quem gosta de arte, cultura ou turismo em São Paulo, é um roteiro que une conteúdo artístico, histórico e político em um só espaço.

Ah, durante a mostra, a Loja MASP terá produtos exclusivos de Histórias da ecologia, como camisetas, bolsas, marca-páginas, cartazes e cadernos.

Dica: reserve pelo menos duas horas para visitar com calma todos os núcleos.
Histórias da ecologia no MASP
Onde: MASP – edifício Pietro Maria Bardi – Avenida Paulista, 1578, Bela Vista, São Paulo
Quando: de 4 de setembro de 2025 a 1 de fevereiro de 2026
Quanto: terças são gratuitas o dia todo e sextas, a partir das 18h. Outros dias, a partir de R$37
Contato oficial: Instagram do MASP



Deixe uma resposta